terça-feira, 8 de setembro de 2020

2019

fecho os olhos e ainda te sinto por aqui.

sinto seu suspiro, seu toque, sua barba
e como você sorria pra mim depois de eu dizer alguma coisa estupida
te mantenho vivo, mesmo que em palavras,
mesmo que em tentativas inúteis de te trazer de volta.
a cena se repete como um ciclo vicioso onde tento em cada
reflexo de luz, sombra e todas as cores do arco iris
te segurar pelas mãos, te beijar gentilmente e fazer acreditar no
outro lado da lua, no outro lado do céu, das estrelas,
e de todo o campo celeste e astral que estava reunido quando
aceitei sair com você
pela primeira vez em algum ano, alguns anos

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